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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Alegrias e preocupações

Olá, queridos amigos! 
 Semana cheia de compromissos nas escolinhas, nem tive tempo de escrever aqui. 
 Sexta-feira passada, passei o dia na escola da Duda. Temos o dia de acompanhamento familiar para observar o comportamento da criança. Fiquei feliz por ver como ela já segue a rotina da escola sem problemas. Faz tudo sozinha. Troca de roupa, lava as mãos, come sem ajuda e, principalmente, respeita os horários. 
 Duda está indo super bem, e cogitamos até a possibilidade de à partir do próximo ano letivo ela passar a frequentar jardim de infância "normal". O único fator que impede isso, por enquanto, é a falta de comunicação verbal. Mas na verdade eu não me importo se ela precisar ficar na escola especial até os 5 anos. Me sinto mais tranquila sabendo que ela está num ambiente que sabem lidar com ela. 
 Digo isso porque o controle emocional dela ainda é quase zero. Dizer não pra Duda está cada dia mais complicado. Ela aprendeu a pedir e mostrar o que quer, e quando é contrariada, fica extremamente nervosa. Chora muito e não aceita certas coisas. 
 A psicóloga me disse que isso faz parte do amadurecimento dela. Mostra que ela já entende o que está acontecendo ao seu redor. 
 Fomos na piscina da escola (que ela ama), e, na hora de sair, deu um escândalo porque queria ficar. É uma reação bem diferente da "birra" que nós pais estamos acostumados. 
 Eu nem sei explicar pra vocês de onde eu tiro tanta calma pra contornar situações como essa. Não adianta brigar, dar palmadas, ficar nervosa. Esse tipo de reação piora ainda mais. Fui instruída a mostrar pra ela que tem coisas interessantes para se fazer ao sair da piscina, mas, o nervoso dela é tanto que ela não entende. A única coisa que funciona é eu conseguir fazê-la ficar de pé e abraçá-la dizendo pra não chorar. Aos poucos ela se acalma. 
 E acreditem, eu não perco a paciência em momento nenhum, por maior que seja o escândalo. 
 Antes de ter o diagnóstico, eu ficava muito nervosa com ela. Pensava que por ser a caçula, era mais mimada e agia daquela forma. Depois do diagnóstico, me senti a pior mãe do mundo por ter agido de forma errada. 
 Mas ela tem as birras também, isso eu resolvo com cara feia e funciona! ^_^ 
 O próximo passo é tentar amenizar esse sofrimento dela quando é contrariada ou quando algo não acontece do jeito que ela espera. 

Hoje, pela primeira vez ela me avisou que queria ir ao banheiro. Normalmente ela faz isso sem avisar. Me olhou e disse: "toilê" (que, na verdade é toire "トイレ" banheiro em japonês).
 A alegria de notar cada avanço no comportamento dela, não tem preço. Não existe felicidade maior. 

 Duda gosta muito de números. 

 

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